EstudoTerapia Ocupacional em Contextos Sociais

O mapa da matéria, pronto para a prova.

Aula 3 e os Roteiros de Estudo 2 e 3 organizados em tópicos, com quiz discursivo, quiz objetivo de múltipla escolha, casos e flashcards. O fio que prende tudo é um só: a Resolução COFFITO 406/2011 e a tríade área de atuação → competência → atribuição técnica. A tendência é a prova vir em caso clínico, então treine o raciocínio nos casos antes de fechar a decoreba.

03
blocos de estudo
29
questões (19 discursivas + 10 objetivas)
10
casos e situações para treinar
16
flashcards de conceitos-chave
01Mapa

O coração da matéria cabe em três perguntas

A professora insiste nesses três níveis quase todos os slides. Memorize a diferença antes de tudo o resto, porque ela aparece na prova e nas questões dos roteiros.

01Onde?

Área de atuação

O campo ou contexto em que o profissional pode atuar: Assistência Social, Cultura, Educação, Justiça, comunidades tradicionais, população em situação de rua, migração, calamidades.

02O quê?

Competência

O que o profissional precisa dominar para atuar nesse campo: avaliar, planejar, desenvolver estratégias socioocupacionais, fortalecer redes, promover participação, produzir conhecimento.

03Qual função?

Atribuição técnica

A função profissional que o TO pode exercer: coordenação, gestão, direção, chefia, responsabilidade técnica, consultoria, perícia, supervisão.

Não confundir os três níveis é a pegada favorita da disciplina: “onde” não é “o que”, e “o que” não é a “função”.

Bloco 1

Roteiro de Estudo 2

A mudança de paradigma: por que a TO social redefiniu objetivos e instrumentos; as Resoluções 383/2010 e CNAS 17/2011; o SUAS e o FETSUAS.

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Bloco 2

Aula 3 · Resolução 406/2011

A especialidade em si: o que a resolução disciplina, as 9 áreas de atuação, as competências, as atribuições técnicas e os três casos comentados em sala.

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Bloco 3

Roteiro de Estudo 3

A 406/2011 vista pelo lado do estudo: conceitos, exercício de território e o exercício de escolha de população, formato provável da prova.

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02Resumo em tópicos

Os três blocos, direto ao ponto

Cada bloco é um card expansível. Leia primeiro em tópicos, depois reabre o PDF original para conferir os detalhes que a professora marcou.

Bloco 1 Roteiro de Estudo 2 — Redefinição, regulamentação e inserção no SUAS
  • Por que redefinir os objetivos? Ao entrar no campo social, a TO deixou de mirar apenas a pessoa e seu desempenho e passou a considerar as demandas sociais e coletivas. Antes: pessoa → desempenho → atividade. No campo social: pessoa + cotidiano + território + relações + cultura + direitos + participação.
  • Atividade como mediação A TO não abandonou a atividade no campo social; ela a redefiniu como instrumento de mediação socioocupacional — intencionalidade terapêutica-ocupacional, não “atividade por ocupar o tempo”. “Vamos usar uma atividade cultural e produtiva para fortalecer vínculos, gerar renda, valorizar saberes e ampliar participação” — e não “vamos fazer artesanato para ocupar o tempo”.
  • Objetivo × instrumento Objetivo = a que fim a intervenção se propõe; instrumento = o meio pelo qual se chega lá (na TO social, a atividade ocupa esse lugar, com intencionalidade).
  • Resolução COFFITO 383/2010 Define as competências do terapeuta ocupacional nos contextos sociais — primeiro marco que organiza a atuação profissional no campo social. Ler especialmente os artigos 1º, 2º e 3º.
  • Resolução CNAS 17/2011 Ratifica a equipe de referência definida pela NOB-RH/SUAS e reconhece categorias profissionais de nível superior para os serviços socioassistenciais; o TO aparece entre elas. Ler artigos 2º, 3º, 4º e 5º.
  • 383 e 17/2011 não “determinam” TO em todo CRAS Reconhecimento da categoria ≠ obrigatoriedade de um TO em cada serviço — por isso a disputa por espaços continua.
  • FETSUAS Fórum Estadual de Trabalhadoras/es do SUAS: instância coletiva dos trabalhadores do SUAS.
  • Por que disputar espaço mesmo regulado? Regulamentação e reconhecimento formal não garantem vaga, financiamento ou valorização — é preciso participação política ativa nos espaços coletivos do SUAS para transformar reconhecimento em presença concreta.
383/2010 = competências CNAS 17/2011 = reconhecimento no SUAS 406/2011 = especialidade
Dica da professora (roteiro 2): a leitura 1 (Barros, Ghirardi & Lopes, 2002) é obrigatória e pede atenção especial para redefinição dos objetivos, atividade como mediação, questão social, exclusão, redes sociais e território.
Bloco 2 Aula 3 — A Resolução COFFITO 406/2011 e a especialidade
  • O que a 406/2011 disciplina A especialidade “Terapia Ocupacional nos Contextos Sociais”: título de especialista, grandes áreas de competência, áreas de atuação e atribuições técnicas. Ela não é “uma lista de lugares” — organiza primeiro o que é a especialidade, depois onde se atua, depois o que se deve dominar.
  • Ela não surgiu do nada A 406 dialoga com a Resolução 366/2009, a 383/2010, a Lei 12.435/2011 e o Código de Ética Profissional — a profissão está inserida num conjunto maior de legislação, políticas públicas e princípios éticos.
  • As 9 áreas de atuação (ONDE) Assistência Social · Cultura · Educação · Cidadania e Justiça · Desenvolvimento e Meio Ambiente · Comunidades e Saberes Tradicionais · População em Situação de Rua e Nomadismo · Calamidades e Conflitos · Migração e Deslocamentos. “Não é só assistência social” — a amplitude do campo é a mensagem da aula.
  • Competência 1 — atividade como tecnologia de mediação socioocupacional Avaliação + planejamento + coordenação + acompanhamento de atividades humanas, com objetivos de emancipação social, desenvolvimento socioambiental, econômico, socioeducacional e cultural.
  • Competência 2 — geração de renda e produção Estratégias socioocupacionais, econômicas, cooperativas, associativas e individuais; produção de bens, serviços e saberes; valorização dos saberes tradicionais.
  • Competência 3 — redes de suporte Fortalecer redes de suporte, trocas afetivas, circulação de informações, vínculos familiares e comunitários.
  • Competência 4 — história e memória coletiva Reconstituição da memória, relações intergeracionais, valorização das formas socioculturais de expressão — porque memória, identidade e pertencimento se ligam à forma como se constroem as ocupações.
  • Competência 5 — participação e inclusão Participação não é apenas estar presente: é ter possibilidade de participar da vida cotidiana, dos espaços, das relações e das atividades que têm significado.
  • Competência 6 — acessibilidade e inclusão sociocomunitária Acessibilidade não é só arquitetônica: envolve dimensões físicas, comunicacionais, sociais, culturais, econômicas. Histórico ocupacional, adaptações, mobilidade, tecnologias de suporte.
  • Competências 7 e 8 — educação e cultura Educação: inclusão escolar, avaliação e adaptação de tecnologias assistivas. Cultura: expressão estética, cidadania cultural — “cultura organiza formas de fazer, participar, pertencer”.
  • Campos específicos previstos Sistema prisional e medidas socioeducativas; população em situação de rua; calamidades e conflitos; migração; comunidades tradicionais; pesquisa; capacitação; gestão de projetos sociais.
  • Princípio das comunidades tradicionais Respeitar a diversidade: perspectivas múltiplas, saberes tradicionais — o TO constrói com a comunidade, não impõe um único modo de fazer.
  • Atribuições técnicas (QUAL FUNÇÃO) Coordenação, gestão, direção, chefia, responsabilidade técnica, planejamento, ensino/extensão, consultoria, auditoria, perícia, assessoria, supervisão e orientação.
  • Onde o profissional exerce suas atividades Espaços públicos, militares, privados, terceiro setor e instituições de ensino superior — TO social não se restringe ao SUAS.
Dica dos slides (aula 3): os três casos comentados em sala (comunidade tradicional, oficina de artesanato, Maria) estão no bloco de casos. A resposta final de “1 minuto” do slide de encerramento resume tudo — leia ela em voz alta antes da prova.
Bloco 3 Roteiro de Estudo 3 — 406/2011 pelo lado do estudo
  • Entender o que é a especialidade “TO nos Contextos Sociais” não é “trabalhar fora do hospital”: é um campo profissional específico, com fundamentos, competências e possibilidades próprias.
  • Por que a TO atua além da saúde Porque a ocupação acontece em todos os contextos sociais — assistência social, cultura, educação, justiça, sistema prisional, rua, migração, calamidades.
  • Exercício de território Comunidade com poucas opções de transporte, cultura e geração de renda → pensar atuações em rede: transporte, acesso a espaços culturais, oficinas produtivas, fortalecimento de vínculos — não basta trabalhar habilidades individuais.
  • Exercício de população (formato provável da prova) Escolher uma população e responder: (a) principal barreira ocupacional/social; (b) papel da TO; (c) atividade como recurso de mediação socioocupacional; (d) rede/serviço a articular. As sete populações disponíveis estão no bloco de casos.
  • Conceitos obrigatórios Definir com precisão: área de atuação, área de competência, atribuição técnica — e explicar a diferença entre “onde o TO atua” e “o que o TO pode fazer”.
  • Importância da regulamentação Define padrão de formação e competência, protege o usuário, organiza o campo e dá base para disputar espaços de trabalho.
Dica dos roteiros 2 e 3: as questões de “Pense” do início dos roteiros são a porta de entrada das questões discursivas da professora — treine respondê-las em voz alta, em 1 minuto, como no exercício final do slide 40.
03Quiz

As 19 questões dos roteiros, com resposta-modelo

Trabalhe cada questão por conta própria primeiro. Depois revele a resposta-modelo, compara e marca a questão como respondida — a barra mostra seu progresso.

0 de 19 respondidas

Roteiro de Estudo 2

Redefinição de objetivos e instrumentos; regulamentação e inserção da TO no SUAS e no FETSUAS.

R2 · 1

Por que a inserção da TO no campo social exigiu uma redefinição dos objetivos de intervenção?

resposta-modelo
Porque o campo social traz a questão social: as demandas não estão só na pessoa, mas no território, nas redes, na exclusão, nos direitos. A TO precisou ampliar as bases da intervenção — de “pessoa → desempenho → atividade” para “pessoa + cotidiano + território + relações + cultura + direitos + participação” — entendendo demandas sociais e coletivas, não apenas modelos reduzidos de intervenção. A leitura obrigatória (Barros, Ghirardi & Lopes, 2002) é a base disso.
R2 · 2

A TO deixa de utilizar atividades no campo social?

resposta-modelo
Não. A atividade continua central, mas é redefinida como instrumento de mediação socioocupacional — a atividade vira tecnologia de mediação, com intencionalidade terapêutico-ocupacional (fortalecer vínculos, gerar renda, valorizar saberes, ampliar participação), e não “ocupar o tempo”. O exemplo dos slides: ❌ “fazer artesanato para ocupar o tempo” × ✅ “usar atividade cultural e produtiva como estratégia de participação”.
R2 · 3

Qual a diferença entre objetivo e instrumento de intervenção?

resposta-modelo
Objetivo é o fim a que a intervenção se propõe (o que se quer alcançar). Instrumento é o meio pelo qual se intervém (o recurso com que se trabalha). Na TO social, a atividade ocupa o lugar de instrumento/tecnologia de mediação; os fins são participação, inclusão, fortalecimento de redes, geração de renda etc.
R2 · 4

O que estabelece a Resolução COFFITO nº 383/2010?

resposta-modelo
Define as competências do terapeuta ocupacional nos contextos sociais — é o primeiro marco que organiza a atuação profissional da TO no campo social. No estudo, concentrar-se nos artigos 1º, 2º e 3º e nos artigos que apresentam os contextos de atuação.
R2 · 5

O que estabelece a Resolução CNAS nº 17/2011?

resposta-modelo
Ratifica a equipe de referência definida pela NOB-RH/SUAS e reconhece categorias profissionais de nível superior para atender às especificidades dos serviços socioassistenciais e da gestão do SUAS — o TO aparece entre essas categorias. No estudo, focar nos artigos 2º, 3º, 4º e 5º.
R2 · 6

A Resolução CNAS nº 17/2011 determina que todo CRAS tenha um TO?

resposta-modelo
Não. A resolução reconhece a categoria entre as de nível superior da equipe de referência; ela não torna obrigatória a presença de um TO em cada CRAS. Reconhecimento formal ≠ vaga garantida — por isso a disputa por espaços continua (questão 9).
R2 · 7

O que é o FETSUAS?

resposta-modelo
Fórum Estadual de Trabalhadoras/es do SUAS — a instância coletiva dos trabalhadores do Sistema Único de Assistência Social no âmbito estadual, espaço de debate, valorização profissional e fortalecimento do SUAS.
R2 · 8

Por que é importante a participação do TO no FETSUAS?

resposta-modelo
Porque é ali que a categoria se faz presente politicamente: debater pautas, defender valorização profissional, ampliar a visibilidade da TO no SUAS e disputar reconhecimento na prática. Participação nesses espaços é o que transforma o reconhecimento formal (CNAS 17/2011) em presença concreta.
R2 · 9

Se a TO é regulamentada e reconhecida pelo SUAS, por que ainda precisamos disputar espaços e reconhecimento?

resposta-modelo
Porque reconhecimento formal não gera vaga, financiamento nem valorização automática. O campo social é disputado por diversas categorias, e a presença do TO depende de participação ativa nos espaços coletivos do SUAS (FETSUAS), de financiamento e de organização profissional. Regulamentação é condição necessária, não suficiente.

Roteiro de Estudo 3

Especialidade profissional — Resolução COFFITO nº 406/2011.

R3 · 1

Quando você pensa em TO, quais espaços de atuação vêm à cabeça?

resposta-modelo
A pergunta é de autoavaliação: listaria hospital, reabilitação, escola? O objetivo é mostrar que, depois da matéria, a lista precisa sair do espaço da saúde: assistência social, cultura, justiça, população em situação de rua, sistema prisional, comunidades tradicionais, migração, calamidades. É a pegada da questão: a resposta revela o antes × depois da especialidade.
R3 · 2

O TO pode atuar apenas em serviços de saúde? Justifique.

resposta-modelo
Não. A Resolução 406/2011 disciplina a especialidade “TO nos Contextos Sociais” e lista áreas de atuação como assistência social, cultura, educação, cidadania e justiça, desenvolvimento e meio ambiente, comunidades e saberes tradicionais, população em situação de rua, calamidades e migração — a ocupação ocorre em todos os contextos sociais, não só na saúde.
R3 · 3

Quais outros espaços sociais poderiam demandar a atuação do TO?

resposta-modelo
Sistema prisional e medidas socioeducativas; comunidades em calamidade; população migrante; espaços culturais; escolas; serviços de justiça; abrigos; associações e cooperativas; territórios com fragilidade de redes e de geração de renda. Tudo isso está previsto nas áreas de atuação e competências da 406/2011.
R3 · 4

Por que é importante uma profissão possuir regulamentação específica de áreas e competências?

resposta-modelo
Porque a regulamentação define o padrão de formação e de competência, organiza o campo profissional, protege quem é atendido (usuário/cidadão) e dá base para o profissional exigir reconhecimento e disputar espaços de trabalho. É o que sustenta a atuação mesmo fora do hospital.
R3 · 5

Escolha três áreas de atuação e imagine uma situação em que a TO poderia atuar.

resposta-modelo
Modelo: Cultura — grupo de idosos em centro cultural participando pouco das atividades: TO planeja ações de expressão e memória com vistas a participação e pertencimento. Assistência Social — família em vulnerabilidade no CRAS, com rotina desorganizada: TO trabalha o cotidiano e a rede. População em situação de rua — UAPS: atividades culturais e lúdicas para pertencimento e redes. O critério de acerto é amarrar cada situação a uma competência (mediação, redes, participação, geração de renda).
R3 · 6

Qual a diferença entre “onde o TO pode atuar” e “o que o TO pode fazer”?

resposta-modelo
Onde = área de atuação (campo/contexto: cultura, educação, assistência social…). O que = competência (o que o profissional domina: avaliar, planejar, desenvolver estratégias socioocupacionais, articular redes…). É a separação ONDE × O QUE da tríade — a atribuição técnica entra depois, como QUAL FUNÇÃO (gestão, coordenação, consultoria…).
R3 · 7

No território da questão (transporte ruim, pouca cultura, baixa geração de renda, redes frágeis), quais atuações da TO se pensam?

resposta-modelo
Pensar em rede e território: articular transporte e circulação pelo território; ampliar acesso a espaços culturais (oficinas expressivas, memória, geração de renda); fortalecer redes comunitárias e vínculos; desenvolver estratégias de geração de renda e produção. A resposta que a professora espera não é “habilidades individuais” — é intervenção sobre o contexto.
R3 · 8

Nesse território, bastaria trabalhar habilidades individuais?

resposta-modelo
Não. As barreiras são ambientais e sociais: transporte, oferta cultural, renda, estigma, organização do território. Como os slides mostram no caso “João não participa”: investigam-se barreiras ambientais, acessibilidade, relações sociais, redes, condições econômicas e significado — participação não depende apenas da capacidade individual.
R3 · 9

Escolha uma população e responda: a) principal barreira ocupacional/social; b) papel da TO; c) atividade como recurso de mediação; d) rede/serviço a articular.

resposta-modelo
Esta é a questão em formato de caso clínico — provável prova. As sete populações com respostas-modelo prontas estão no bloco de casos. Estrutura de resposta: (a) nomeie a barreira social/ambiental dominante; (b) o TO promove participação e inclusão, fortalece redes, trabalha o cotidiano; (c) escolha uma atividade como tecnologia de mediação (cultural, econômica, expressiva, lúdica…) explicite a intencionalidade; (d) cite o serviço/rede (CRAS, CREAS, UAPS, saúde, justiça, educação).
R3 · 10

Conceitue: área de atuação · área de competência · atribuição técnica.

resposta-modelo
Área de atuação = o campo/contexto em que o profissional pode atuar (ONDE): assistência social, cultura, educação, justiça… Área de competência = conjunto de conhecimentos e capacidades necessários para desenvolver a atuação (O QUE SABE FAZER): avaliar, planejar, desenvolver, articular, promover participação… Atribuição técnica = a função profissional que pode exercer (QUAL FUNÇÃO): coordenação, gestão, direção, chefia, responsabilidade técnica, consultoria, perícia, supervisão…
04Quiz objetivo

Múltipla escolha: 10 pra afiar o reflexo

Cada questão tem uma certa e três erradas. Escolhe a resposta e ela corrige na hora, com feedback — sem voltar atrás. O placar no topo mostra quantas você acertou. Use ele pra simular o ritmo da prova.

0 de 10 certas · 0 respondidas
Q1

Ordem correta da tríade da 406/2011:

Q2

“Atividade como tecnologia de mediação socioocupacional” significa:

Q3

FETSUAS é:

Q4

A Resolução CNAS nº 17/2011:

Q5

A Resolução COFFITO nº 383/2010:

Q6

A Resolução COFFITO nº 406/2011:

Q7

Para a 406, “participação”:

Q8

Princípio de atuação junto a comunidades tradicionais:

Q9

Quando “João não participa”, o que se investiga?

Q10

Exemplos de atribuições técnicas do TO:

05Casos e situações

Se a prova for caso clínico, é aqui que ela cai

Os três casos comentados em sala na Aula 3 + as sete populações do exercício de território (Roteiro 3, questão 9). Treine escrevendo a resposta antes de revelar a modela.

Casos da Aula 3

Comentados nos slides — a professora já passou a linha de resposta em sala.

Caso 1 · Comunidade tradicional

Comunidade com práticas culturais em declínio

Uma comunidade tradicional apresenta:
  • perda progressiva de práticas culturais;
  • dificuldade de participação dos jovens;
  • fragilidade das relações intergeracionais;
  • dificuldade de acesso a espaços de cultura.

A TO poderia atuar nesse contexto? Como?

resposta-modelo
Sim. A Resolução 406 contempla atuação junto a comunidades tradicionais, considerando diversidade, perspectivas múltiplas e dinâmicas sociais e históricas. O TO usa atividades e estratégias que favoreçam participação, valorização cultural, transmissão de saberes, pertencimento e fortalecimento das redes comunitárias. Princípio-chave: construir com a comunidade, respeitando seus saberes — não impor um único modo de fazer.
Caso 2 · Oficina de artesanato

Uma oficina pode ser mais do que uma oficina?

Um grupo de mulheres de uma comunidade produz artesanato, mas:
  • não consegue organizar a produção;
  • tem dificuldade de comercialização;
  • possui pouco reconhecimento do próprio saber;
  • não participa de espaços de decisão.

Como a TO poderia atuar?

resposta-modelo
A TO contribui para estratégias de produção, organização, participação, fortalecimento dos saberes, geração de renda, redes de troca e pertencimento, considerando o contexto social e cultural da comunidade. A oficina deixa de ser “ocupar o tempo” e vira tecnologia de mediação socioocupacional — atividade produtiva e cultural com intencionalidade (gerar renda, valorizar saberes, ampliar participação).
Caso 3 · Maria, 38 anos

Mulher em vulnerabilidade social com habilidade artesanal

Maria vive em situação de vulnerabilidade social:
  • está afastada do trabalho;
  • perdeu parte de sua rede de apoio;
  • não participa mais das atividades comunitárias;
  • tem dificuldade de acesso ao transporte;
  • possui habilidade artesanal, mas não consegue transformá-la em fonte de renda.

Como a TO poderia atuar?

resposta-modelo
A TO poderia: conhecer a história ocupacional de Maria; analisar cotidiano e participação; identificar barreiras territoriais (como o transporte); fortalecer redes; trabalhar estratégias de geração de renda a partir da habilidade artesanal; utilizar atividades significativas como mediação; articular recursos comunitários; favorecer acessibilidade e circulação; e desenvolver estratégias de participação social e econômica. Tudo considerando Maria + cotidiano + território + redes + cultura + possibilidades concretas de participação — não só a pessoa.
Caso extra · “João”

E se o problema não estiver apenas na pessoa?

João não participa das atividades comunitárias.

O que precisamos investigar?

resposta-modelo
Investigam-se: barreiras ambientais; acessibilidade; transporte; relações sociais; redes de apoio; condições econômicas; oportunidades disponíveis; preconceito/estigma; organização do território; significado das atividades para João. Conclusão dos slides: participação não depende apenas da capacidade individual.
Treinador · 7 populações (Roteiro 3, questão 9)

Escolha uma população, responda a b c d, compare com a modela

Formato provável da prova: para a população escolhida, dizer a principal barreira ocupacional/social (a), o papel da TO (b), uma atividade como recurso de mediação (c) e a rede/serviço a articular (d). Revele a modela só depois de escrever a sua.

População em situação de rua

  • Barreira principal: perda das redes de apoio e vínculos; estigma; moradia precária; ruptura da rotina e do cotidiano; dificuldade de acesso a serviços.
  • Papel da TO: promover participação e inclusão a partir do cotidiano; fortalecer redes e vínculos; trabalhar projetos de vida; usar atividades para circulação pelo território e pertencimento.
  • Atividade como mediação: atividades culturais, econômicas, expressivas, esportivas, corporais, lúdicas e de convivência (previstas na 406 para essa população) — com intencionalidade de pertencimento, redes e projeto de vida.
  • Rede a articular: UAPS, CRAS, CREAS, saúde (AB), políticas de geração de renda, serviços de convivência.
resposta-modelo comentada

A cadeia esperada: cotidiano → pertencimento → redes → projeto de vida → participação social e econômica. Não decore a lista de atividades de cor: ligue cada uma a um objetivo (pertencimento, rede, renda).

Pessoas privadas de liberdade

  • Barreira principal: isolamento social; ruptura dos vínculos familiares e comunitários; estigma do sistema prisional; perda de ocupações anteriores; dificuldade de reinserção.
  • Papel da TO: atuar com indivíduos, grupos, famílias e coletivos; trabalhar reabilitação e reinserção social, afetiva e econômica; produzir conhecimento e registro.
  • Atividade como mediação: oficinas produtivas e culturais, esportes, expressão artística, ações grupais e familiares que reorganizem o cotidiano e a identidade.
  • Rede a articular: sistema de justiça e medidas socioeducativas; famílias; serviços da comunidade; saúde; políticas de inserção econômica.
resposta-modelo comentada

O objetivo é reabilitação e reinserção social + afetiva + econômica. A 406 prevê atuação com pessoas privadas de liberdade e com familiares, em ações individuais, grupais e coletivas.

Comunidades tradicionais

  • Barreira principal: perda de práticas culturais e saberes; fragilidade intergeracional; pressão de dinâmicas externas; acesso limitado a espaços de cultura.
  • Papel da TO: valorizar saberes, modos de vida e diversidade; construir com a comunidade; promover participação, pertencimento e transmissão de saberes.
  • Atividade como mediação: práticas culturais, contação de histórias, ofícios e produção, celebrações — sempre respeitando as dinâmicas socioculturais locais.
  • Rede a articular: políticas de cultura; organizações comunitárias; saúde (práticas integrativas); educação; gestão de projetos sociais.
resposta-modelo comentada

Princípio fundamental: respeitar a diversidade — o TO não “levar seu saber” e impor, mas construir com a comunidade, reconhecendo e valorizando seus saberes e modos de vida.

Pessoa com deficiência em vulnerabilidade

  • Barreira principal: barreiras de acessibilidade (não só arquitetônicas, mas comunicacionais, sociais, econômicas); estigma; exclusão de atividades e serviços; perda de rotina.
  • Papel da TO: promover participação e inclusão; trabalhar histórico ocupacional; planejar adaptações ambientais e urbanísticas; trabalhar tecnologias de suporte.
  • Atividade como mediação: atividades significativas adaptadas; uso de tecnologia assistiva (avaliação, prescrição, treino); atividades de convivência que ampliem o pertencimento.
  • Rede a articular: CRAS, AB (equipe multiprofissional), educação inclusiva, BPC, políticas de acessibilidade.
resposta-modelo comentada

Chave do raciocínio: acessibilidade é multidimensional (física, comunicacional, social, cultural, econômica). A resposta que pontua é a que vai além da “barreira arquitetônica”.

Jovens em exclusão social

  • Barreira principal: evasão escolar; falta de oportunidades de trabalho e estudo; estigma; fragilidade de redes; exposição a riscos.
  • Papel da TO: promover participação e projetos de vida; fortalecer vínculos; desenvolver habilidades socioocupacionais; prevenir a exclusão a partir de intervenções no cotidiano.
  • Atividade como mediação: atividades de lazer, esportivas, culturais e artísticas, oficinas ocupacionais e de convivência com intencionalidade de pertencimento.
  • Rede a articular: políticas de juventude, medidas socioeducativas, CRAS, CREAS, educação, primeiro emprego.
resposta-modelo comentada

O fio condutor é participação social e econômica: a atividade abre espaço de pertencimento; a rede converte participação em oportunidade concreta.

População migrante

  • Barreira principal: ruptura de vínculos; barreiras de língua; descredenciamento de formação; estigma/discriminação; moradia precária; acesso limitado a serviços.
  • Papel da TO: apoiar a adaptação e a participação social; reconstruir redes e cotidiano; trabalhar projetos de vida; mediar a dimensão cultural da ocupação.
  • Atividade como mediação: intercâmbio cultural, oficinas de língua e de ofícios, esportes e atividades de convivência que gerem pertencimento e redes.
  • Rede a articular: AB, CRAS, serviços de acolhida a migrantes, ONGs, mercado de trabalho, educação.
resposta-modelo comentada

A migração está expressamente entre as áreas de atuação da 406. O raciocínio esperado: reconstruir cotidiano + redes + pertencimento, partindo da história ocupacional da pessoa.

Comunidade em situação de calamidade

  • Barreira principal: perda de casa, bens e rotina; ruptura das redes de apoio; trauma; deslocamento; escassez de recursos.
  • Papel da TO: reorganizar o cotidiano e as rotinas; apoiar a reconstituição da memória e da história coletiva; fortalecer vínculos; promover inclusão e participação na reconstrução.
  • Atividade como mediação: atividades de convivência, expressivas e culturais; oficinas coletivas de produção; ações de memória e história comunitária.
  • Rede a articular: defesa civil, assistência social, saúde (equipe de saúde mental), organizações comunitárias, abrigos.
resposta-modelo comentada

Calamidades e conflitos estão entre as áreas de atuação da 406. O eixo é reconstituir o cotidiano e os vínculos — memória, história e pertencimento voltam a se organizarem.

06Flashcards

Os conceitos que caem na prova, em 16 cartões

Clique no cartão para virar. Use o ritmo: 2 rodadas — primeiro tentando responder por conta própria, depois confirindo com o verso.

Cartão 01Tríade da 406/2011 — ONDEárea de atuação
Verso
O campo/contexto em que o TO pode atuar: assistência social, cultura, educação, justiça, desenvolvimento e meio ambiente, comunidades tradicionais, população de rua, calamidades, migração.
Cartão 02Tríade da 406/2011 — O QUEcompetência
Verso
O conjunto de conhecimentos e capacidades que o profissional precisa dominar: avaliar, planejar, desenvolver estratégias, articular redes, promover participação.
Cartão 03Tríade da 406/2011 — QUAL FUNÇÃOatribuição técnica
Verso
A função profissional que o TO pode exercer: coordenação, gestão, direção, chefia, responsabilidade técnica, planejamento, consultoria, perícia, supervisão.
Cartão 04Atividade na TO socialtecnologia de mediação
Verso
Não é “ocupar o tempo”: é tecnologia de mediação socioocupacional com intencionalidade — emancipação social, desenvolvimento socioambiental, econômico, socioeducacional e cultural.
Cartão 05Resolução COFFITO 383/2010o que define
Verso
Define as competências do terapeuta ocupacional nos contextos sociais. Artigos 1º, 2º e 3º + os contextos de atuação.
Cartão 06Resolução CNAS 17/2011o que faz
Verso
Ratifica a equipe de referência da NOB-RH/SUAS e reconhece categorias de nível superior para o SUAS — TO entre elas. NÃO determina TO em todo CRAS. Artigos 2º a 5º.
Cartão 07FETSUASsigla
Verso
Fórum Estadual de Trabalhadoras/es do SUAS. Espaço de debate, valorização profissional e fortalecimento do SUAS — onde a categoria disputa reconhecimento concreto.
Cartão 08Mudança de paradigmaantes × depois
Verso
Antes: pessoa → desempenho → atividade. No campo social: pessoa + cotidiano + território + relações + cultura + direitos + participação.
Cartão 09Participaçãonão é apenas…
Verso
Não é apenas estar presente. É ter possibilidade de participar da vida cotidiana, dos espaços, das relações e das atividades que têm significado.
Cartão 10Acessibilidadevai além do…
Verso
Além do arquitetônico: dimensões físicas, comunicacionais, sociais, culturais, econômicas e relacionadas à participação.
Cartão 11População em situação de ruacadeia da 406
Verso
Cotidiano → pertencimento → redes → projeto de vida → participação social e econômica. Atividades: culturais, econômicas, expressivas, esportivas, corporais, lúdicas, de convivência.
Cartão 12Sistema prisionalobjetivo
Verso
Reabilitação e reinserção social, afetiva e econômica — com pessoas privadas de liberdade, familiares, em ações individuais, grupais e coletivas.
Cartão 13Comunidades tradicionaisprincípio
Verso
Respeitar a diversidade: construir com a comunidade, valorizando saberes, modos de vida, perspectivas múltiplas e dinâmicas históricas — sem impor um único modo de fazer.
Cartão 14Objetivo × Instrumentona intervenção
Verso
Objetivo = o fim a que a intervenção se propõe. Instrumento = o meio (na TO social, a atividade como mediação, com intencionalidade).
Cartão 15“João não participa”investigar
Verso
Barreiras ambientais, acessibilidade, transporte, relações sociais, redes de apoio, condições econômicas, oportunidades, estigma, organização do território, significado — porque a participação não depende só da capacidade individual.
Cartão 16Por que a 406 dialoga com outras normascontexto
Verso
Porque a atuação profissional está inserida num conjunto maior de legislação, políticas públicas, regulamentações e princípios éticos: 366/2009, 383/2010, Lei 12.435/2011, Código de Ética.